domingo, 2 de março de 2008

Porque Vegan ?

Em uma pesquisa da Roper de 1994 estimou-se que o número de vegans (vegetarianos que não usam nenhum produto, alimento ou roupa de origem animal) nos Estados Unidos era de 500.000 e em crescimento. Esta brochura explica as razões porque mais e mais pessoas estão escolhendo um estilo de vida vegan (ou seja, esforçando-se por não consumir produtos que contribuam para o sofrimento dos animais).
Os animais sentem muitas das emoções da mesma maneira que os humanos. Quando confrontado com uma vaca que mugia, o Dr. Temple Grandin, consultor da indústria de carnes e Professor de Ciências Animais, comentou: "Aquela vaca está triste, infeliz, perturbada. Ela quer o seu bebê. Está balindo por ele, lutando por ele. É como se fosse um lamento, um luto -- não se escreve muito sobre isso. As pessoas não querem aceitar que os animais tenham seus pensamentos ou sentimentos. (An Anthropologist on Mars, Um AntropÛlogo em Marte, 1995)
De acordo com o veterinário Dr. Michael Fox, "Quanto a química dos sistemas nervoso central e endócrino, sabemos que não há qualquer diferença entre os humanos e os animais. A bioquímica dos estados fisiológicos e emocionais (do stress e da ansiedade, por exemplo) difere pouco entre os ratos e o homem." (Back to Eden, Retornando ao Eden, 1989).


Faça o Download do texto integral: http://www.4shared.com/file/39585194/cae3ff62/Porque_Vegan.html?dirPwdVerified=5ca2b09d


GO VEGAN!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Porque parar de comer animais?

“Quando as pessoas dizem “não devemos ser sentimentais”, você pode ter certeza de que elas estão dispostas a fazer algo cruel. E se elas disserem ainda “nós temos que ser realistas”, significa que elas vão ganhar dinheiro com isso”Fonte: "Vida Não Vivida, um manifesto contra as fazendas– fábrica" - Brigit Brophy

Porque parar de comer animais?

Este é um assunto muito extenso e cada pessoa tem seus motivos para comer ou não comer carne. Porém, devemos levar em consideração o fato de que nossas escolhas pessoais são responsáveis pelo destino daqueles que estão nos matadouros. Eles não podem escolher, você pode.
Ao rever nossos conceitos em relação aos animais, veremos que o homem os dividiu em animais selvagens, animais de estimação e animais de consumo. Para os animais selvagens e de estimação existem leis de proteção e comumente as pessoas ficam horrorizadas quando eles sofrem algum tipo de abuso.
Mas e os “animais de consumo” (a expressão “de consumo”, normalmente é utilizada para nomear mercadorias)? Os animais chamados “de consumo” são tão sensíveis quanto osErro! O nome de arquivo não foi especificado. cães e gatos que temos em casa, com a diferença que não tiveram tanta sorte. São criados em locais fechados, sob condições precárias e desumanas, e durante toda a sua miserável existência são envenenados com remédios e hormônios de crescimento. Como se não bastasse, são transportados em caminhões abarrotados porErro! O nome de arquivo não foi especificado. vários dias, sob quaisquer condições climáticas e sem água ou alimento até um matadouro, para assistirem uns aos outros morrendo enquanto esperam sua vez. Então são golpeados diversas vezes na cabeça e alguns levam choques elétricos em regiões vitais para ficarem inconsientes. Muitas vezes isso não funciona e eles vão para o abate completamente consientes. Ainda vivos, são pendurados pelas patas e têm suas
gargantas cortadas ou são mergulhados em caldeirões de água fervente. Normalmente são deixados por horas gritando até que finalmente morrem para virar hanburguer.
Essa é a “vida” de animais dóceis e inocentes que chamamos de “animais de consumo”, tentando fazer com que a injustiça de que esses animais são vítimas pareça rotina absolutamente necessária para nós, seres humanos. Porém, o que faz com que comer vacas seja um ato normal e cozinhar o poodle da vizinha seja uma monstruosidade?
Uma vez que a diferença entre esses animais é estritamente genética, podemos perguntar: quais são os genes que determinam quaisErro! O nome de arquivo não foi especificado. animais devemos amar e quais devemos matar?
Determinar o direito de um indivíduo à vida de acordo com a espécie é tão absurdo quanto o determinar pela cor cor de pele, uma vez que ambos são apenas resultado de uma variação de códigos genéticos (lembremos que a diferença genetica entre um ser humano e um chipanzé é de apenas 3%). Animais como vaca, porco, peixe e galinha NÃO forma “feitos para serem comidos”. Eles são indivíduos sensíveis e têm vidas cheias de emoções. Todos sentem alegria, tristeza, medo, angústia, orgulho, saudade, amor e, acima de tudo eles dão ás suas vidas o mesmo valor que nós damos ás nossas.
É hora de repensarmos o tratamento que temos dado aos seres que dividem o planeta conosco. Por milhares de anos, o homem tem explorado e sacrificado as vidas de animais inocentes com a justificativa de que a matança desses animais é “natural” e até “necessária”. Mas o que fazemos de natural em nosso dia-a-dia? O homem parece Ter evoluído tecnologicamente, mas continua sustentando hábitos cruéis e desnecessários. Muitos dizem que tudo isso é “natural”, mas nem mesmo e forma como esses animais são criados e assassinados é natural hoje em dia. Por que insistir em afirmar que isso é natural quanto nem ao mesmo é necessário?
Uma verdadeira evolução virá no dia em que o homem olhar para os animais com mais compaixão e respeito.

Vegetarianismo é liberação animal.

sábado, 8 de dezembro de 2007

VEGETARIANISMO RADICAL




Há quem ache que matar animais é um direito natural do homem. Assim como já houve quem achasse natural na espécie humana o extermínio de uma raça por outra.

O cheiro de sangue é forte e pode ser sentido de longe. No mercado a céu aberto, o cliente escolhe o animal que lhe parece mais suculento. O golpe na virilha do cachorro é rápido, mas a morte não vem depressa. O sofrimento dura alguns minutos. Os animais que recebem o golpe na jugular têm mais sorte. Mas os abatedores de cães temem a mordida e preferem atacar o animal por trás.

Essa cena se repete diariamente na China. "Que absurdo", diriam os ocidentais, para quem os cães são animais de estimação. O mesmo diria um indiano diante da forma como tratamos bois e vacas. Não há diferença entre matar um boi e um cachorro para comer. O raciocínio vale também para o esfolamento de galinhas, porcos e outros animais.

Tortura, dor, sofrimento, desolação. Animais de várias espécies são tratados como mercadoria, apenas mais um bem de consumo. Morrem covardemente e seus cadáveres são vendidos aos pedaços. Crescem em ambientes artificiais, agressivos à sua natureza. Como pode um animal tão dócil quanto uma vaca ser privado do seu instinto materno só porque a indústria requer que se separe da sua cria quando esta tem apenas alguns dias de vida? Como as aves, animais territoriais, podem viver à razão de oito animais por metro quadrado e não se tornarem neuróticas? Isso para não falar das torturas exercidas nos testes dos laboratórios científicos, mesmo existindo alternativas para o desenvolvimento de novos produtos.

Há quem ache um direito natural do homem submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superiores às outras pela diferença da cor da pele ou do credo religioso. Foi preciso que grupos abolicionistas e humanistas surgissem, mesmo sendo ridicularizados e discriminados no início, para que os homens enxergassem o absurdo na forma como tratavam outros seres humanos. Haverá um momento em que o homem, auxiliado por um novo tipo de abolicionistas - que falam por seres que não podem falar por si -, saberá que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito à vida.

Enquanto esse dia não chega, pagamos um alto preço sofrendo de doenças ligadas ao consumo de produtos animais. Obesidade, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, alergias e outros problemas de saúde que afetam boa parte da população de países desenvolvidos como os Estados Unidos. Bactérias se tornam mais resistentes graças ao uso em massa de antibióticos nos sistemas intensivos de criação animal.

A sociedade ganha uma dose extra de violência com rodeios, farras do boi, rinhas de cães e outras atrocidades em que as crianças aprendem desde cedo qual é a lei que impera no reinado humano. Um império cuja herança é incerta, já que 30% da devastação da floresta amazônica é destinada à formação de pastos para o gado. A população de animais de corte nos EUA produz 130 vezes mais lixo que a população humana daquele país. É sabido que quando consumimos na escala mais baixa da cadeia alimentar (vegetais), reduzimos o consumo dos recursos naturais em até 90%.


“Não haverá justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele.”
(Isaac Bashevis Singer)
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Da Utilidade dos Animais

Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca...
Todos ajudam.
- Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
- Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pêlo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
- Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
- Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
- Ele faz pincel, professora?
- Quem, o texugo? Não, só fornece o pêlo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer. Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:
- Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando na carne. Canguru é utilíssimo.
- Vivo, fessora? - A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz... produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pêlo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
- Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
- Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a crescer...
- E a gente torna a cortar? Ela não tem sossego, tadinha.
- Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
- A carne também é listrada? - pergunta que desencadeia riso geral.
- Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pingüim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento - não sabem o que é? O cocô do pingüim é um adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito com a gordura do pingüim...
- A senhora disse que a gente deve respeitar. - Claro. Mas o óleo é bom.
- Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
- Pois lucra. O pêlo dá escovas de ótima qualidade.
- E o castor? - Pois quando voltar a moda do chapéu para homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta,com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar um bom exemplo.
- Eu, hem?
- Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living de sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pêlos da cauda para Teresa fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa... O biguá é engraçado.
- Engraçado, como? - Apanha peixe pra gente.
- Apanha e entrega, professora?
- Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.
- Bobo que ele é.
- Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?
- Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos.

Carlos Drummond de Andrade
Livro: De Notícias & Não-notícias Faz-se a Crônica.


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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Os Quatro Problemas do Bem - Estar Animal: Um Breve Resumo.




Há pelo menos quatro problemas com a abordagem bem-estarista da ética animal.

Primeiro, as medidas do bem-estar animal oferecem pouca — se é que oferecem alguma — proteção significativa aos interesses dos animais. Por exemplo, a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) realizou uma campanha para fazer o McDonald’s e outras cadeias de comida rápida adotarem métodos de manejo e abate de Temple Grandin. Mas um matadouro que segue as diretrizes de Grandin e um que não as segue são, ambos, lugares horríveis. Afirmar o contrário beira o delírio.

Vários grupos de defesa animal estão fazendo uma campanha por alternativas às celas de gestação para porcas. Mas um exame mais detalhado mostra que essas medidas, que envolvem campanhas muito dispendiosas, na verdade não resultam em grande coisa, porque há brechas consideráveis que permitem aos exploradores institucionais fazerem o que quiserem, de qualquer forma. Eu escrevi um ensaio neste blog, A "Triumph" of Animal Welfare?, sobre a campanha pelas celas de gestação na Flórida, que ilustra os limites de tais reformas.

O mesmo pode ser dito sobre a maioria das “melhoras” do bem-estar animal. Elas podem fazer com que nos sintamos melhor, mas fazem pouquíssimo pelos animais.

Segundo, as medidas do bem-estar animal fazem o público se sentir melhor quanto à exploração dos não-humanos, e isso incentiva a continuação do uso dos animais. De fato, está claro que as pessoas que evitavam alimentos de origem animal por se preocuparem com o tratamento dado aos não-humanos estão, agora, voltando a comê-los, depois que organizações do bem-estar animal lhes disseram que os animais estão sendo tratados mais “humanitariamente”. Eu discuto esta questão no meu ensaio Carne/Produtos Animais “Felizes” deste blog.

A ironia é que reformas bem-estaristas podem, na realidade, aumentar o sofrimento animal. Suponha que estejamos explorando 5 animais e impondo, a cada um deles, 10 unidades de sofrimento. É um total de 50 unidades de sofrimento. Uma medida do bem-estar resulta numa redução de 1 unidade de sofrimento para cada animal, mas o consumo sobe para 6 animais. É um total de 54 unidades de sofrimento — um aumento do saldo de sofrimento. Não há nenhuma dúvida de que esse fenômeno ocorre. Por exemplo, na Europa, o consumo de vitela aumentou como resultado da regulamentação sobre o confinamento de bezerros criados para vitela.

Terceiro, o bem-estar animal não faz nada para erradicar a condição de propriedade dos animais. Os padrões do bem-estar animal geralmente estão ligados àquilo que se requer para que os animais sejam explorados de uma maneira eficiente. Ou seja, o bem-estar animal geralmente protege os interesses dos animais somente dentro da medida em que isto oferece benefícios econômicos aos humanos. Isso reforça, explicitamente, a condição dos não-humanos como mercadorias, como propriedade.

Por exemplo, a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos (HSUS) promove reformas bem-estaristas baseada, explicitamente, nos benefícios econômicos resultantes do uso mais eficiente dos animais como mercadorias. Dê uma olhada no relatório da HSUS sobre Os Aspectos Econômicos da Adoção de Sistemas de Produção Alternativos às Celas de Gestação, que argumenta que as alternativas às celas vão aumentar a produtividade e os lucros do produtor; ou no relatório da HSUS sobre Os Aspectos Econômicos da Adoção de Práticas de Produção Alternativas ao Abate de Aves com Atordoamento Elétrico, o qual argumenta que o abate com gás “resulta em economia de custos e aumento de renda, por meio da diminuição dos prejuízos à carcaça, da contaminação e dos custos de refrigeração; aumentando o rendimento da carne, sua qualidade e sua durabilidade nos pontos de venda; e melhorando as condições de trabalho".

Essa abordagem não está restrita aos grupos bem-estaristas tradicionais como a HSUS. Os grupos neobem-estaristas, como a PETA, também a adotaram. Na Análise de Abates com Atmosfera Controlada vs. Imobilização Elétrica Sob o Ponto de Vista Econômico, a PETA argumenta a favor do abate com gás, ou “abate com atmosfera controlada (CAK)” das aves, alegando que o método de atordoamento elétrico “rebaixa a qualidade e o rendimento do produto” porque as aves sofrem fratura dos ossos e o processo resulta em um contaminação perigosa para saúde humana. O método do atordoamento elétrico também “aumenta os custos empregatícios” em vários aspectos. A PETA defende que o “CAK aumenta a qualidade e o rendimento do produto" porque ossos quebrados, ferimentos e hemorragia são supostamente eliminados, a contaminação é reduzida, a “durabilidade nos pontos de venda” aumenta, e são produzidos “peitos mais macios de frango”. A PETA também afirma que o “CAK baixa os custos empregatícios” ao reduzir a necessidade de certas inspeções, ao reduzir acidentes e ao baixar a rotatividade de trabalhadores. O CAK proporciona "outros benefícios econômicos” à indústria avícola ao possibilitar que os produtores poupem gastos com custos energéticos; também reduz o desperdício de subprodutos e a necessidade de se usar água.

Em outras palavras, a HSUS, a PETA e outros tornaram-se, efetivamente, conselheiros da indústria da carne, ajudando-a a identificar formas de aumentar os lucros obtidos com a exploração animal. Mesmo se isso resultar em pequenas melhoras para o bem-estar animal, não faz absolutamente nada para desafiar o paradigma de propriedade. Na realidade, reforça a condição dos animais de meras mercadorias. E faz as pessoas se sentirem melhor quanto à exploração animal.

Quarto: Todo segundo e todo centavo gastos em tornar a exploração mais “humanitária” são menos dinheiro e menos tempo gastos em educação vegana para a abolição. Pense nisto da seguinte forma:

Suponha que, amanhã, você tenha duas horas para gastar em questões animais. Você pode escolher. Pode distribuir impressos tentando convencer as pessoas a comer ovos de galinhas “livres de gaiolas”, ou pode distribuir impressos tentando convencer as pessoas a não comer ovos em absoluto porque ovos de galinhas “livres de gaiolas” também envolvem sofrimento excruciante e morte. Você não pode fazer as duas coisas e, mesmo que pudesse, suas mensagens seriam contraditórias e irremediavelmente desorientadoras.

Educar as pessoas sobre o veganismo é um modo muito mais efetivo de reduzir o sofrimento a curto prazo e de construir um movimento abolicionista capaz de promover e sustentar uma mudança significativa no futuro. O bem-estar animal continua a tratar os animais como mercadorias. E a reforma bem-estarista não proporciona uma proteção significativa para os interesses dos animais, faz o público se sentir melhor quanto à exploração, pode na verdade aumentar o saldo de sofrimento, e desvia recursos da educação vegana/abolicionista.

Quanto antes as pessoas enxergarem que os grupos neobem-estaristas não têm nada a ver com uma perspectiva abolicionista, melhor ficaremos. Os neobem-estaristas tornaram-se parceiros dos exploradores institucionais para vender produtos animais. Não é nada menos que obsceno o fato de os neobem-estaristas estarem desenvolvendo selos, como o Certified Humane Raised and Handled label [Certificado de Criação e Manuseio Humanitários], o Freedom Food label [Comida da Liberdade] e o Animal Compassionate label [Compassivo Para Com os Animais], para ajudar os exploradores institucionais a comercializar cadáveres e produtos animais. Esses esforços não têm nada a ver com a abordagem dos direitos animais ou abolicionista. Na verdade, isso se trata exatamente daquilo a que o movimento abolicionista se opõe.

Sim, é “melhor”, em um sentido, não torturar alguém que você assassina. Mas isso não torna “compassivo” um assassinato sem tortura. É “melhor” não bater em alguém que você estupra. Mas isso não torna “humanitário” o estupro sem espancamento. O movimento do bem-estar animal apóia a noção de que uma exploração mais “humanitária” é uma exploração moralmente aceitável. Essa não é a abordagem abolicionista.

Gary L. Francione
© 2007 Gary L. Francione

sábado, 4 de agosto de 2007

Circo Legal, é Circo Sem Animal!!!




A sociedade tem demonstrado muita receptividade com a idéia de abolir a utilização de animais em circos. Quando as pessoas tomam conhecimento dos bastidores dos espetáculos, passam imediatamente a questionar sobre o direito e a necessidade de se manter animais enjaulados e acorrentados por toda a vida.

Há alguns anos eram mais de 3.500 circos com animais espalhados pelo Brasil, hoje, após anos de luta de entidades de proteção ao meio ambiente, esses circos estão se extinguindo. Não se sabe ao certo quantos animais ainda são mantidos neste tipo de cárcere.

Ao invés de proibir por que não implanta-se um órgão fiscalizar de animais em circo? Ora, isso seria como implantar um órgão oficial de fiscalização ao trabalho escravo. Não podemos admitir essa exploração comercial de seres vivos aprisionados.

Substituir animais por arte é uma tendência mundial e irreversível. Cada animal utilizado em circo significa um emprego a menos, um artista desempregado, um malabarista no farol das grandes cidades, e um animal escravizado e condenado a viver pelo resto da vida enjaulado e sendo obrigado a desempenhar um papel completamente incompatível com sua natureza. Ao proibir o uso de animais, mais oportunidades de empregos para artistas humanos de talento inquestionável serão criadas, a diversão continua garantida e a sociedade será mais justa, visto que o exemplo dado às crianças será de esforço e superação humana, e não mais de exploração e dominação pela força. Alguns dos melhores e mais respeitados circos do mundo, como o nacional Circo Spacial e o canadense Cirque du Soleil, não utilizam animais em seus números, e são exemplos de que a verdadeira arte vai muito além da imaginação.

Para incentivar a proibição do uso de animais em circos, os pais e crianças devem boicotar os circos que mantém espetáculos com animais. Os pais devem mostrar arte e cultura ao invés de exploração, grades, correntes e chicotes. Devem ensinar seus filhos a construírem uma sociedade que respeite a natureza. Vale salientar que nenhuma criança gosta de ver um animal sofrendo. Toda criança que teve a oportunidade de ver a foto de um animal maltratado em circo abominou a hipótese de presenciar um espetáculo envolvendo animais. Portanto, antes de levar seu filho a um circo, certifique-se de que não são utilizados animais.

Alguns municípios já proibiram o uso de animais em circos. Porém, é muito importante a participação da sociedade. Qualquer pessoa pode colaborar denunciando qualquer tipo de maus tratos e abusos. A denúncia é um ato de cidadania e o primeiro passo para o cumprimento das leis. Depende de nós, cidadãos brasileiros, denunciar e exigir respeito. Só assim podemos acreditar num futuro melhor, com crianças educadas e uma sociedade vivendo em harmonia.

Ao presenciar circos com animais, verifique se o município tem lei proibitiva e, em caso positivo, chame a polícia. Se o município não tiver lei específica, observe se é possível constatar ferimentos nos animais, subnutrição, mutilação, estresse, maus tratos flagrante e, em caso positivo, chame a polícia.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"Serviço De Utilidade Pública"

Na sexta feira dia 20 de Julho de 2007 o coletivo abolicionista A.L.A Aliança Libertária Animal juntou-se a outros grupos e pessoas na cidade de BeloHorizonte para uma mobilização em favor de animais não humanos. O Evento contou com o apoio da população que recebeu mais de 1300 panfletos e teve a chance de conhecer algo que nem a mídia ou o poder público fazem conta de expor: A Questão dos direitos animais.





Nossa sociedade ainda tem sua base na escravidão e subjulgação de animais não humanos, seja para divertimento como circos e rodeios ou mesmo alimentação e pesquisa cientifica. Nós do coletivo A.L.A reconhecemos o valor intrinseco de cada animal, sabendo que eles não dependem de medidas ou padrões humanos para ter direito a respeito e consideração moral. Nossa luta é contra a ignorância, contra a escravidão e exploração desses seres. Não seja mais um escravisador seja um ABOLICIONISTA!

por: Paulo Renato * A.L.A







Texto que foi divulgado em nossa mobilização:

QUEM É O VERDADEIRO "MONSTRO"?
Animais inocentes estão sendo injustiçados em nossa cidade, julgados e condenados sem nenhum direito à defesa. Abandonados por pessoas irresponsáveis na qual eles tanto confiavam . Ao ler um jornal ou assistir a tv presenciamos cenas terríveis colocando esses animais como monstros, sendo que o verdadeiro monstro não está sendo exposto, a IGNORÂNCIA. Por que temos a mania de querer consertar erros antigos com "soluções" precipitadas e ineficientes?
Ainda tratamos animais como meros "produtos", ESCRAVOS que tem seu valor por conta daquilo que desempenham para a humanidade e não pelo valor de sua própria vida. Deveriamos adotar ao invés de comprar. Castrar ao invés de arriscar o futuro de mais inocentes. Porque não punir os donos? Afinal de conta os animais são como qualquer criança, ele será o reflexo de nossos ensinamentos. E para muitos um cão não passa de uma "arma", só que essa "arma" como qualquer outra não dispara sozinha, ela só pode agir se existir o verdadeiro culpado por trás. A Diferença e que esses aniamis tem sentimentos, diferentemente de uma arma e mesmo assim aceitamos a idéia deles como nossos escravos. Por que não questionamos o Monstro da ignorancia que insiste em agir? Seja com a indiferença ou apoiando essa exploração. Toda e qualquer pessoa tem a responsabilidade moral em ajudar a quem precise, seja humano ou não-humano, ajudar um animal não é menos importante que ajudar a qualquer pessoa. Milhões sofrem absurdos em nossas ruas e abatedouros todos os dias. Vamos deixar de patrocinar o mal!
Vamos pensar em soluções como projetos de educação abolicionista em escolas, ampliar nosso horizonte para uma verdadeira pratica do respeito. Maltratar, abandonar ou agredir um animal indefeso é crime, LEI 9605 art: 32, mas do que adianta essa lei se ainda apoiamos o monstro da ignorância? Precisamos ser a voz daqueles que não podem falar, eles só podem contar com poucas pessoas, não seja mais um indiferente ou um criminoso contra a vida, torne real sua obrigação moral,independente de raça, sexo ou espécie.

A.L.A. - Aliança Libertária Animal